Cidade do México

29.09.2015

Após a nossa despedida de Cozumel, partimos rumo à Cidade do México, onde ficaríamos 4 dias antes de voltar para São Paulo.

 

Para chegar na Cidade do México, pegamos o ferry (MX$135) para Playa del Carmen e, no terminal ADO, compramos as passagens de ônibus (MX$160) em direção ao aeroporto de Cancún. Esse trajeto leva cerca de 1h30, e o vôo Cancún – Cidade do México dura mais ou menos 2h.

 

A primeira vista que se tem da cidade, ainda no avião, já é bem diferente da ilha onde estávamos: muitas casas, alguns prédios e uma imensidão incalculável. Saímos de uma cidade com menos de 100 mil habitantes e chegamos apenas na região mais populosa do México e da América do Norte, abrigando mais de 8 milhões de pessoas.

Cidade do México é também conhecida, principalmente entre os mexicanos, como DF (abreviação de Distrito Federal), mas nem sempre foi assim. Por volta do século XIV, a região, na época a capital do Império Asteca, era chamada de Tenochtitlán e foi completamente destruída durante a invasão espanhola na década de 1520.

 

Só foi batizada com o nome atual dois séculos mais tarde e, a partir do século XIX começou a incorporar vários povoados vizinhos, se transformando na terceira maior zona metropolitana do mundo — atrás somente de Tóquio, no Japão e Seul, na Coreia do Sul.

 

Existem pontos turísticos espalhados pela cidade inteira, mas nós concentramos a viagem na região central, conhecida como Centro Histórico, e definida Patrimônio Mundial da Unesco em 1987, por sua importância historica e cultural.

 

Ficamos hospedados no Hotel Templo Mayor, que leva o nome de uma zona arqueológica localizada ali no centro mesmo, a uma quadra do hotel. O hotel é bem simples, mas ganha seu charme quando descobre-se que se trata de uma construção clássica do século XIX, catalogada pelo Instituto Nacional de Antropologia e Historia (INAH) como monumento histórico e patrimônio cultural da Cidade do México.

  

Hotel Templo Mayor – Cidade do México.

 

Além da zona arqueológica Templo Mayor, o hotel fica próximo de outras atrações turísticas, como a Praça da Constituição (Zócalo), a Catedral Metropolitana, o Palácio Nacional, e uma série de museus dos mais variados assuntos, localizados dentro dos casarões coloniais do centro, como o museu da Luz que ficava literalmente do nosso lado. Levando em consideração a localização e estrutura, o hotel é um ótimo custo-benefício para quem quer conhecer a Cidade do México.

 

Antes de nos hospedarmos lá, pesquisamos na internet e vimos algumas avaliações que caracterizavam a região como pouco segura, principalmente à noite. De fato, à noite, as ruas no entorno do hotel ficam bem desertas, mas em nenhum momento nos sentimos inseguros ou presenciamos qualquer tipo de ameaça. Pelo contrário, bem próximo do hotel estava uma delegacia, e sempre tinha um ou outro policial ali perto. E, durante o dia, a rua é cheia de comércio, então não tem porque se preocupar.

 

Assim que chegamos, fomos dar uma volta a pé para conhecer a região ao redor, e encontramos a cidade toda enfeitada para o Dia da Independência, que acontece 16 de setembro, e é comemorado pela população durante a semana toda, com desfiles, shows e festas em todo o país.

 

A maior parte das comemorações se concentra no Zócalo, uma das maiores praças do mundo e a região mais central da Cidade do México, onde se localizava o centro político e religioso de Tenochtitlán, capital do Império Asteca.

 

Os astecas eram um povo nômade que acreditavam numa profecia segundo a qual deveriam se estabelecer onde encontrassem uma águia devorando uma cobra encima de um cacto. Quando chegaram na região que hoje corresponde ao Zócalo — na época, uma ilha do lago Texcoco —, avistaram a águia descrita como na profecia, e ali se estabeleceram, deixando a vida nômade para trás.

 

A águia que avistamos na bandeira mexicana atualmente, inclusive, simboliza essa profecia.

Como ainda era cedo, aproveitamos para riscar o primeiro ponto turístico da nossa lista e fomos caminhando até a Torre Latinoamericana, o prédio mais alto da Cidade do México, com 44 andares, de onde se tem uma vista panorâmica de toda a região.

 

Pagamos MX$80 cada um (cerca de R$18) para subir até o mirante da torre, e ficamos algumas horas lá em cima, admirando e fotografando o por-do-sol.

 

Esse foi nosso primeiro dia na Cidade do México. Nos próximos posts, vamos contar um pouco mais sobre cada atração turística que nós visitamos.

 

Até lá!

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