Como compramos as passagens?

18.10.2017

 

Falta menos de 1 mês pro início da nossa volta ao mundo e nós estamos trabalhando nos planejamentos da viagem dia e noite. Uma das coisas que mais ocupa nosso tempo é a busca pela melhor forma de ir de um lugar para o outro. Fazemos inúmeras pesquisas e simulações antes de comprar uma passagem ou definir o próximo destino, sempre pensando na melhor forma de economizar.

 

Tem vários sites que ajudam na hora dessa pesquisa: Skyscanner, Momondo, Kayak e o próprio Google. As vantagens desses “buscadores de vôos” é que eles direcionam a compra das passagens para o próprio site das companhias aéreas, então o valor que eles mostram acaba sendo de fato o valor final (com todas as taxas incluídas). Além disso, a gente acha que nesses sites aparecem até mais opções do que nos próprios sites das companhias aéreas. Tipo aquelas passagens que só aparecem para agências de viagem e coisas do tipo, sabe? Várias vezes encontramos uma passagem no Kayak e não conseguimos encontrar os mesmos valores e horários no site da respectiva companhia. Mais um motivo para usar os buscadores!

 

Mas é importante ficar de olho também: muitas companhias que aparecem como a melhor opção são do tipo low cost, e tem algumas regrinhas mais rígidas com relação à quantidade, tamanho e peso das bagagens despachadas, podendo cobrar tarifas caso o passageiro exceda algum desses limites. E aí, pode ser que o valor “mais barato” não seja tão mais barato assim… Mas na maior parte das vezes, elas continuam valendo a pena!

 

Vale lembrar que, desde março desse ano, as companhias aéreas brasileiras não são mais obrigadas a fornecer uma franquia de bagagem despachada (incluída no valor da passagem). Ou seja, agora, todas as companhias podem cobrar uma taxa dos passageiros que queiram despachar sua bagagem, e isso também vai aumentar o valor final da sua viagem.

 

De todos os sites que citamos, o que mais usamos (tipo, sempre) é o Kayak. Ele disponibiliza várias opções de busca pela passagem ideal: só ida, ida e volta, várias cidades e o modo explore, que com certeza vamos utilizar muito durante a viagem. Nesse modo, você só precisa indicar uma cidade de origem e uma estimativa de quando quer viajar, que ele mostra no mapa todas as opções de vôos a partir da cidade que você escolheu. Assim, conseguimos sempre eleger a opção mais barata para o nosso próximo destino!

 

(PS: o Skyscanner e o Momondo também disponibilizam esse modo de busca, mas nós gostamos mais da interface do Kayak, por isso usamos mais essa opção.)

 

 

Essa liberdade de poder escolher o próximo destino com base na passagem mais barata foi um dos principais fatores que fez com que a gente optasse por comprar as passagens individuais e ao longo do trajeto, e não uma passagem única de Volta ao Mundo.

 

Passagem de Volta ao Mundo? Oi?

 

Sim, ela existe! E vou te falar que, se a nossa viagem fosse uns 4 ou 5 anos atrás, provavelmente teríamos comprado uma delas. Funciona assim:

 

As companhias aéreas estão organizadas em grupos, chamados de Alianças. As principais são Oneworld, SkyTeam e Star Alliance. No site dessas Alianças, é possível fazer uma simulação de uma passagem de volta ao mundo, com duração de 1 mês a 1 ano, passando por vários destinos ao longo desse tempo, através da combinação de vôos de várias companhias membros do grupo. O cálculo do valor dessa passagem é feito com base na distância em milhas percorrida, quantidade de trechos voados (incluindo as escalas e conexões) e segue algumas regrinhas, como por exemplo, você tem que viajar sempre no mesmo sentido e não pode atravessar o mesmo oceano mais de uma vez.

 

Há 5 anos, quando o dólar estava a R$2 e pouco (bons tempos), era possível comprar uma passagem de volta ao mundo por cerca R$12mil (sonho!). Mas hoje, é praticamente impossível chegar nesse valor. Nós fizemos várias simulações nas 3 alianças, e a Oneworld foi a que apresentou o melhor resultado, chegando a US$6 mil, aproximadamente. Fizemos, então, uma simulação buscando os mesmos vôos, nas mesmas datas, através do Kayak. E adivinha? Chegamos em um valor cerca de 50% mais barato!

 

Isso porque nós não incluímos TODOS os destinos que queremos visitar nessa simulação. E nem se deve fazer isso porque, como o valor final da Passagem de Volta ao Mundo é calculado com base também na quantidade de trechos voados, isso só encareceria ainda mais o orçamento.  Como o sistema permite que você inclua alguns deslocamentos por terra, o mais vantajoso ao fazer uma dessas simulações, seria eleger algumas cidades-chave nos países por onde você quer passar e deixar para fazer os deslocamentos internos ou vizinhos desse país de alguma outra forma (por ônibus, trem, carro ou mesmo cias aéreas low cost). Ou seja, além dos US$6mil, ainda teríamos os gastos com esses deslocamentos extras.

 

Profundo no Mundo

 

A vantagem da Passagem de Volta ao Mundo é que, embora você tenha que definir quase todos os destinos da viagem no momento da compra, você tem total liberdade de alterar as datas de cada trajeto ao longo do percurso, sem a cobrança de nenhuma taxa adicional! Mas só pode mudar as datas: para alterar os destinos, tem que pagar a mais!

 

Mas, por 50% do valor, achamos que o melhor, no nosso caso, seria deixar para comprar as passagens independentes mesmo, mantendo a nossa liberdade de datas e de destinos. Assim, se resolvermos ficar mais ou menos tempo em um determinado lugar, ou se decidirmos visitar algum destino que não estava nos planos anteriormente, podemos fazer isso sem maiores preocupações.

 

Claro que, se o dólar baixar (oremos), pode ser que a Passagem de Volta ao Mundo comece a valer a pena novamente. Então, se você planeja uma viagem dessas, nossa dica é não deixar de fazer uma simulação online nos sites das Alianças e comparar os valores.  E, se ainda tem dúvidas sobre quanto custa uma volta ao mundo, além das passagens, veja esse post!

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