Um mundo novo

29.05.2015

Faz tempo que não postamos algo novo, mas temos uma boa justificativa: depois de finalmente encontrarmos um lugar para morar, não conseguimos pensar em outra coisa a não ser mergulhar… E foi o que fizemos, por 3 dias seguidos!

 

Nosso primeiro mergulho foi num lugar chamado “Paraíso” e foi uma saída de praia, ou seja, chegamos, nos equipamos na areia mesmo e já entramos no mar. Por ser perto da costa, foi um mergulho raso (cerca de 10 metros), mas já serviu para relaxarmos bem e já rendeu nosso primeiro vídeo.

 

Nos 2 dias seguintes, saímos de barco com a Carlos and Simon. Conhecemos 4 pontos de mergulho: Colombia, La Francesa, Santa Rosa e Punta Dalila. Da só uma olhada:

Eu ainda sou iniciante no mergulho, e os únicos lugares que eu já tinha mergulhado eram Ubatuba (SP) e Paraty (RJ), e fiquei literalmente boquiaberta com a transparência da água aqui em Cozumel. Enquanto nos outros lugares a visibilidade debaixo d’água fica em torno de 5 a 10 metros, a média aqui é de 50 metros!!! É impressionante a quantidade de detalhes, peixes e formações de corais que conseguimos identificar quando enxergamos 10 vezes mais. No primeiro mergulho embarcado, já vimos uma espécie de tubarão (o tubarão-lixa) e uma tartaruga… e dá pra acompanhá-los desde longe, é realmente muito bonito. Sem falar na enorme variedade de peixes que encontramos, a cada mergulho sempre tem algum que ainda não conhecíamos.

 

Por mais que eu já tinha lido e ouvido falar sobre o paraíso subaquático que existe aqui, comprovar com os próprios olhos e viver isso tudo é muito diferente… Ou seja: não adianta a gente ficar aqui falando o quanto é tudo lindo e maravilhoso, pra você conseguir entender bem o que queremos dizer, só comprando as passagens mesmo! 😉 hahaha 

 

Outra coisa que tem chamado a nossa atenção é a quantidade (e variedade) de pessoas que estamos conhecendo. Nesses 3 dias de mergulho já conhecemos mexicanos, americanos, canadenses, espanhóis, israelenses… O cérebro dá um nó na hora de falar com todo mundo, e virar a chave do português pro espanhol e pro inglês. De vez em quando misturamos todos os idiomas na mesma frase, mas o mais legal é que, debaixo d’água, todo mundo consegue se comunicar sem nenhum problema.

 

É que existe uma linguagem universal para se comunicar durante um mergulho. Por exemplo, juntar os dedos polegar e indicador, formando um círculo, significa que está tudo bem. Apontar o polegar para cima, fazendo um “joinha”, é uma indicação para “subir”. Balançar a mão aberta, como se dissesse “mais ou menos”, indica que “algo está errado”. E por aí vai…

 

O casal de israelenses que conhecemos nunca tinha mergulhado antes, e eles estavam super nervosos. Foi muito legal ver a reação deles quando voltaram para o barco ao final do primeiro mergulho, os olhos brilhando, arregalados, sem saber como explicar a sensação que estavam sentindo: “Antes, estava muito nervoso, preocupado, sem saber se ia conseguir me lembrar de todos os sinais, de tudo que deveria fazer… Mas, quando afundamos e a água cobriu a minha cabeça, veio aquele silêncio, aquela calma… fiquei sem palavras!!”

 

E é exatamente isso que sentimos a cada novo mergulho. Descobrimos um mundo novo, completamente diferente do que vivemos aqui na superfície. Um mundo onde o único som que ouvimos é o da nossa própria respiração, saindo em forma de bolhas. Um mundo mágico, onde tudo parece flutuar e se mover em câmera lenta, onde as coisas mudam de cor, todos falam a mesma lingua e onde conseguimos relaxar por completo. 

 

Sem dúvida nenhuma, todo mundo deveria experimentar essa sensação pelo menos 1 vez na vida. Não tem aquela história que dizem que todo mundo deve escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore? Não posso afirmar nada sobre o livro e o filho — sobre a árvore, penso que todos deveriam plantar muito mais do que apenas uma ao longo da vida —, mas tenho certeza que, depois do primeiro mergulho, você não vai mais querer parar.

 

E você? Já mergulhou antes? Conta pra gente como foi sua primeira experiência debaixo d’água!

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