Vida de ciclista

07.06.2015

Como a gente já contou aqui, quando chegamos em Cozumel conseguimos 2 bicicletas emprestadas e com elas começamos a ir para cima e para baixo… quer dizer, para todos os lados, porque aqui quase não tem subida nem descida.

 

Depois de mais ou menos 2 semanas, começamos a sentir a necessidade de termos as nossas próprias bikes, principalmente para termos a liberdade de poder equipá-las com cestas e garupas que iriam nos ajudar a transportar as coisas: equipamentos de mergulho, de foto e video e até mesmo compras de supermercado.

 

Procuramos por bikes usadas em várias bicicletarias e oficinas, mas não tivemos muito sucesso. Foi num desses mercados do tipo que tem de tudo, que encontramos algumas à venda — e relativamente baratas. Pagamos MX$1.200 (cerca de R$280) em cada uma, que não tinham nem cesta nem garupa, mas eram novas e até tinham algumas marchas… 

 

Levamos as bikes em uma oficina, instalamos o que precisávamos, trocamos o banco por um mais confortável e demos um tapa geral (tinha uns probleminhas de freio e na roda, não é à toa que foi o melhor preço que encontramos…).

 

Sensação de carro novo! 😉

 

Saímos da oficina com a sensação de ter comprado um carro novo! O serviço ficou ótimo e agora conseguimos carregar (quase) tudo que precisamos. O mais legal de usar bicicleta aqui em Cozumel é a segurança que sentimos ao pedalar nas ruas… impressionante o respeito que os motoristas têm pelos ciclistas! Nos primeiros dias, até levamos alguns xingos por andar na contra-mão (erro nosso, claro!!). É que a gente tem essa mania de achar que bicicleta não precisa obecer aos mesmos sinais e placas de transito que os carros, mas a verdade é que estamos muito mal acostumados.

 

Teve um dia que o Rafa se confundiu no meio de um cruzamento, e avançou quando o farol ainda estava fechado para a gente. Tinha um senhor atravessando a rua nessa mesma hora, e ele começou a gritar com o Rafa, como se fosse um policial mesmo, dando bronca pelo que tinha acabado de fazer! Essa reação só confirma como essa consciência em relação às bicicletas está presente em todos os moradores daqui, e não só nos motoristas.

 

Aqui nem precisamos de uma faixa exclusiva para bicicleta, obedecendo a direção e os sinais de trânsito, os carros e motos nos respeitam como se a preferência fosse sempre nossa (e é, né?). O único lugar que sentimos falta de um espaço exclusivo para ciclistas é na avenida da praia, por causa do grande movimento, e dos carros estacionados nas ruas. Fica um pouco apertado para pedalar, mas não é nada absurdo, e sempre podemos andar na rua paralela, que é bem mais tranquila.

 

Tudo isso torna o nosso transporte muito mais seguro, barato e eficiente. Sem falar no exercício! Pedalar todo dia é um ótimo argumento pra tomar Paletas Mexicanas (originais!!) sem culpa. 😉

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