ZONA ARQUEOLÓGICA DE TULUM: como visitar as ruínas maias à beira-mar
As ruínas de Tulum são uma das atrações mais impressionantes do México – um sítio arqueológico construído pelo Império Maia por volta de 564 d.C. Durante nossa breve passagem pela cidade, depois de mergulhar nos Cenotes da região, fomos conhecer a famosa Zona Arqueológica de Tulum, um dos lugares mais visitados da Riviera Maia.
A fama do local se deve não apenas à sua importância histórica, mas também à localização: as ruínas foram erguidas à beira do Mar do Caribe, oferecendo uma das vistas mais bonitas do México — e o cartão-postal mais famoso de Tulum:

E sim, o acesso à praia é permitido, e feito por dentro do próprio sítio arqueológico. Por isso, vá preparado: leve roupa de banho, toalha e um bom protetor solar, para curtir esse mar azul-turquesa depois de explorar as ruínas.
A Zona Arqueológica de Tulum era uma antiga cidade muralhada maia, que funcionava como um importante porto comercial da cidade de Cobá. Localizada dentro do Parque Nacional Tulum, ela é hoje o terceiro sítio arqueológico mais visitado do México, atrás apenas de Teotihuacan e Chichén Itzá.
De origem maia, o termo Tulum significa “parede” — uma referência à grande muralha de pedra que cerca a cidade, com cerca de 5 metros de espessura.
Curiosamente, o nome Tulum só foi adotado mais tarde, quando a cidade já estava em ruínas. Seu nome original era Zamá, que significa “amanhecer”, em referência ao fato de que é neste ponto que se observam os primeiros raios do sol no México.

A muralha também servia como barreira social, separando a elite da população comum. Dentro da zona cercada, viviam os sacerdotes, astrônomos, matemáticos, arquitetos e engenheiros. O restante da população vivia na região “desprotegida”.
Hoje, quem domina o território são outros habitantes: lagartos e iguanas. De todos os tipos, cores e tamanhos, eles estão por toda parte: na grama, no meio do caminho de pedra e cascalho, no interior e em cima das ruínas… e são parte da paisagem local. Perdemos a conta de quantas vimos durante a visita!

Como chegar à Zona Arqueológica de Tulum
As ruínas ficam a cerca de 5 km da zona urbana de Tulum. Se você está hospedado na cidade, pode chegar facilmente de táxi, carro alugado ou bicicleta.
Nós fomos de táxi direto do hotel e pagamos cerca de MX$70 (R$15), em uma corrida de aproximadamente 10 minutos.

Mas também é possível visitar as ruínas a partir de Playa del Carmen ou Cancún, em um bate e volta. Nesse caso, a forma mais prática é ir com os ônibus da ADO, empresa de transporte local, ou alugar um carro e seguir por conta própria. O trajeto leva cerca de 40 minutos saindo de Playa del Carmen, e em torno de 1h40 a partir de Cancún.
Compramos o ingresso direto na bilheteria quando chegamos, e pagamos MX$62 (R$14) para cada*. O local funciona todos os dias, das 8h às 17h, sendo o último acesso permitido até as 15h30. Veja mais informações no site oficial.
Como a Zona Arqueológica de Tulum recebe muitos visitantes, o mais recomendado para uma experiência mais tranquila é chegar bem cedo, em torno de 15min antes da abertura do parque. Nós chegamos por volta das 10h, e o lugar já estava bem cheio.
* valores de 2015.

Como é a visita às Ruínas de Tulum
O parque é muito bonito, bem organizado e com bastante área verde. As ruínas seguem o estilo arquitetônico Costa Oriental, típico das cidades maias litorâneas, caracterizado pela horizontalidade e pela presença de frisos, nichos e colunas. Infelizmente, alguns edifícios já estão bem deteriorados, mas o conjunto impressiona.
O acesso às ruínas é restrito — não é permitido subir ou entrar nas construções, por motivos de preservação.

Entre as construções mais famosas estão El Castillo, maior e mais central, construída sobre uma plataforma elevada e com uma escadaria frontal, e o Templo del Dios del Viento (ou Templo do Vento), que fica à beira do penhasco, de frente para o mar, formando o cenário mais icônico e fotografado de Tulum.

Além desses, há também outros templos e edifícios no parque, como o Templo de los Frescos e a Casa de las Columnas. Reserve em torno de 2 a 3 horas para uma visita completa.

O parque é todo aberto, ao ar livre, e lá geralmente faz muito sol, então leve água, chapéu e protetor solar. Também é proibida a entrada com tripés de câmera e há uma taxa adicional para quem estiver com câmera de vídeo (cerca de MX$45). *

* valores e informações de 2015.
Vale a pena descer até a praia de Tulum?
Como já mencionamos no início deste texto, o grande destaque da Zona Arqueológica de Tulum é sua localização: um penhasco com vista para o mar azul-turquesa do Caribe.
Nossa intenção ao terminar a visita pelas ruínas era dar um mergulho e curtir a praia conhecida por ser uma das mais bonitas de toda a Riviera Maia, mas fomos surpreendidos pela grande quantidade de sargaço — algas que se acumulam na costa.

O mar, que costuma ser azul cristalino, estava praticamente marrom, acabando com toda a nossa vontade (e coragem) de entrar na água.
Fica então o lembrete de que é importante verificar a situação das praias antes da viagem, já que o sargaço é um problema recorrente em boa parte da Península de Yucatán, afetando também Cancún e Playa del Carmen.
A boa notícia é que isso só acontece em uma determinada época do ano. Nesse outro post falamos mais sobre isso, e você pode conferir a condição atual das praias no site Sargassum Monitoring antes de programar sua visita.
Onde ficar em Tulum
Existem duas opções para quem quer se hospedar em Tulum: a zona hoteleira, à beira-mar, e o pueblo, a parte urbana.
A zona hoteleira geralmente é a mais procurada pelos turistas, fica mais próxima das ruínas e conta com vários resorts e praias privativas. Algumas opções de hotéis nessa região são: Diamante K, Tropicalito, Maria Del Mar Tulum, Ikal Tulum Hotel, Siente Tulum, Wyndham Tulum, Stay Near The Sea e Jungle Guardian.
Nós ficamos em um hotel localizado no pueblo, e essa é a melhor alternativa para quem busca economizar. A zona urbana fica um pouco distante do sítio arqueológico, e oferece boas opções com excelente custo-benefício, como o Xscape Tulum, The Reserve Tulum, Panacea Condo Tulum, Turquoise Tulum Hotel, Azura Boutique Hotel, The Strabon Tulum, Hotel Boutique TerraNova, Villas H2O, Noah Tulum, Casa Toloc, Koos Tulum Hotel e Naala Tulum.
Se hospedar no pueblo e alugar uma bicicleta é uma das formas mais autênticas de explorar Tulum. Existem várias opções locais, mas se preferir, você também pode alugar um carro, para ter mais conforto nos deslocamentos pela cidade.

Você está programando uma viagem pra Tulum e ficou com alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários, que a gente ajuda com o que souber!
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