VIAGEM DE LONGA DURAÇÃO: como financiamos 4 MESES vivendo em COZUMEL
Chegamos em Cozumel em maio de 2015, com muitos sonhos na cabeça e um projeto pronto pra sair do papel, unindo viagem, mergulho e audiovisual: o Profundo no Mundo!
Quase 4 meses depois, em setembro de 2015, nos despedimos dos amigos que fizemos na ilha mexicana, e voltamos para o Brasil.
Durante esse período, alimentamos nosso instagram e youtube com imagens de belas praias, mergulhos incríveis, cenotes, tartarugas marinhas, por do sol… e todo o clichê de uma vida caribenha.
Mas muita coisa ficou de fora das redes sociais, como todo o tempo que passamos trabalhando na frente do computador, editando as fotos e vídeos que fazemos, escrevendo pro blog, produzindo as próximas gravações… a vida de quem trabalha viajando não é tão simples e glamourosa quanto pode parecer.

Atualizar um blog, um canal do youtube e um perfil no instagram dá trabalho, e exige muita dedicação, tempo, criatividade e persistência. Mas, ao mesmo tempo, é extremamente prazeroso e significativo trabalhar em um projeto que é nosso, algo que criamos e acreditamos.
Pra ficar melhor, só se estivéssemos recebendo financeiramente por todo esse trabalho… o que não estamos. Embora a gente consiga algumas permutas e parcerias, o blog ainda está bem longe de ser uma fonte de renda para nos manter na viagem.
Como, então, fizemos para bancar uma viagem de 4 meses assim? É o que vamos abordar neste artigo!
Como financiar uma viagem de longa duração
Já contamos aqui como surgiu a ideia de passar cerca de 3 meses em Cozumel. Para conseguir viabilizar financeiramente uma viagem longa, fizemos o que todo mundo faz antes de sair de férias, ou comprar algo que deseja muito: juntamos dinheiro!
Mas é claro que não juntamos tudo de uma hora pra outra. Usamos uma parte da reserva financeira que a gente já estava acumulando há alguns anos (aquela poupança que a gente vai juntando “pro futuro”, sabe?) e economizamos um pouco mais nos meses em que começamos a planejar a viagem.
Assim conseguimos juntar um valor aproximado do que calculamos que seria necessário para poder viajar durante cerca de 3 meses, sem depender de uma renda extra.

Em outras palavras, investimos o que acumulamos durante anos trabalhando em uma viagem que acreditamos ter potencial para mudar a nossa forma de encarar a vida. E, sinceramente, esse foi o melhor investimento que fizemos até hoje!
Ou seja, ao contrário do que pode parecer no início, nós NÃO largamos tudo para viajar. Foi uma escolha e uma decisão consciente, e planejada. Como já somos freelancers, também não pedimos demissão de um emprego CLT para poder viajar – apenas fechamos a agenda para novos projetos no período em que estaríamos fora do Brasil.
Se você for CLT, além de usar o período de férias, pode também tentar negociar um período de licença não remunerada, ou até mesmo trabalhar de forma remota durante a viagem. Nesse caso, você nem precisaria ter tanta reserva financeira, já que continuaria com a sua renda normal.
O que fizemos durante os 4 meses em Cozumel?

Nossa primeira intenção, ao desembarcar em Cozumel, era fazer cursos de mergulho (Avançado para a Tatá, e Divemaster para o Rafa), e desenvolver habilidades para fazer foto e vídeo subaquáticos.
Além disso, também precisávamos comprar algumas coisas para completar nosso equipamento de mergulho, como regulador, nadadeira e roupa de neoprene.
Foi pesquisando o valor desses cursos e equipamentos, que acabamos conhecendo a Elite Dive Center, uma operadora de mergulho local, onde não só encontramos o que estávamos procurando, como também recebemos uma proposta: oferecer nossos serviços de vídeo para os clientes da loja!
Em troca do nosso trabalho como fotógrafos e videógrafos subaquáticos, poderíamos abater parte do valor do curso de Divemaster do Rafa, e ainda teríamos desconto para quando quiséssemos mergulhar. Era perfeito!

Com isso, descobrimos na troca de serviços — a tal da permuta — uma forma real de viabilizar uma viagem longa, tornando possível o que antes só seria alcançável com um investimento financeiro direto.
No final das contas, a porcentagem do tempo que passamos trabalhando aqui — seja no blog, na loja ou no mini-documentário sobre as tartarugas marinhas — foi muito maior do que qualquer outra coisa, mas foi a forma que encontramos para ajudar a viabilizar essa e futuras viagens que queremos fazer.
E foi um trabalho extremamente prazeroso, intercalado com uma vivência cultural nova, muitas experiências únicas e inúmeros aprendizados pra vida.
Como usar permutas e parcerias para reduzir os gastos da viagem
Se você também sonha em fazer uma viagem de longa duração, mas não tem dinheiro suficiente para isso, comece a pensar se tem algo que você sabe fazer, ou que pode aprender, e usar como moeda de troca nos lugares por onde pretende passar.

Para te ajudar nessa missão, existem alguns sites e plataformas que anunciam vagas para estrangeiros dispostos a trabalhar poucas horas por dia (como recepcionista, guia turístico, ajudante de cozinha, fotógrafo, tradutor etc), em troca de hospedagem e alimentação.
Dentre essas plataformas, nós conhecemos o Worldpackers e o Workaway. Se você quiser saber mais como funciona esse tipo de trabalho, a Mary Teles, do Vida Mochileira, tem muita experiência no assunto, e vários artigos falando sobre voluntariado pelo mundo.

Sabemos que trabalhar e viajar ao mesmo tempo não é simples, e você provavelmente vai enfrentar alguns perrengues antes de conseguir colocar equilibrar tudo. Mas lembre-se que os perrengues também fazem parte da viagem! São através deles que as grandes histórias são feitas.
E, no final, quando olhar pra trás, você só vai lembrar das coisas boas, das experiências que te transformaram e da certeza de ter feito a escolha certa.
Agora conta pra gente aqui nos comentários: você tá planejando uma viagem de longa duração? Tem alguma dúvida que podemos tentar ajudar?
