Vista da Ilha de Alcatrazes a partir do mar.

Mergulho em Alcatrazes: como é mergulhar no arquipélago mais preservado do litoral de São Paulo

O mergulho em Alcatrazes é considerado um dos melhores do litoral brasileiro graças à enorme biodiversidade e ao ambiente preservado. Neste guia completo explicamos como funciona o passeio, quanto custa, quem pode mergulhar e o que esperar da experiência. 

Muita gente nem imagina que um dos mergulhos com a maior concentração de vida marinha do Brasil fica a poucas horas da cidade de São Paulo. Esse lugar é o Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte paulista.

Localizado a cerca de 35 km da costa de São Sebastião, Alcatrazes abriga uma das áreas marinhas mais preservadas do país. O arquipélago reúne uma enorme biodiversidade, incluindo diversas espécies ameaçadas de extinção, resultado de décadas de proteção e acesso controlado.

Como moradores de São Sebastião desde 2021, nós já tivemos a oportunidade de mergulhar em Alcatrazes diversas vezes e sempre saímos impressionados. Cada mergulho é diferente, mas uma coisa nunca muda: a sensação de estar explorando um dos ambientes marinhos mais preservados do litoral brasileiro.

Neste artigo, vamos contar tudo o que você precisa saber para visitar Alcatrazes: como funciona o mergulho, quem pode participar, quanto custa a experiência, como é a visita embarcada e por que esse é considerado um dos melhores destinos de mergulho do litoral brasileiro.

Nadadeira de mergulhadora flutuando em águas cristalinas em Alcatrazes.

Onde fica Alcatrazes e como chegar?

O Arquipélago de Alcatrazes fica no município de São Sebastião, no litoral norte do estado de São Paulo, a cerca de 35 km da costa.

Como o arquipélago faz parte de uma unidade de conservação federal administrada pelo ICMBio, o acesso é permitido apenas por meio de embarcações e operadoras autorizadas.

Mapa mostrando onde fica o Arquipélago de Alcatrazes.

Para quem vem da capital paulista, o caminho mais comum é seguir pela Rodovia dos Tamoios (SP-099) até Caraguatatuba e, depois, continuar pela Rodovia Rio-Santos (BR-101) até São Sebastião. O trajeto leva cerca de 3 horas de carro, dependendo das condições do trânsito — especialmente nos feriados e na alta temporada. Você pode alugar um carro aqui.

Se preferir ir de ônibus, a empresa Pássaro Marron faz o trajeto de São Paulo (Terminal Tietê) a São Sebastião, com algumas paradas no caminho. Existem várias opções de horários, e você pode reservar pelo site ou direto no balcão da rodoviária.

Outra opção é ir para Ilhabela. Nesse caso, basta fazer a travessia de balsa entre São Sebastião e Ilhabela, que funciona diariamente e leva cerca de 20 minutos (sem considerar o tempo de espera na fila).

As embarcações autorizadas para o mergulho em Alcatrazes costumam sair tanto de São Sebastião quanto de Ilhabela. Por isso, as duas cidades são boas bases para quem pretende conhecer o arquipélago.

A História de Alcatrazes

Quando falamos em Alcatrazes, muita gente lembra imediatamente da famosa ilha de Alcatraz, que fica nos EUA, e funcionou como uma prisão de segurança máxima entre 1934 e 1963. Mas, apesar de também ter uma ligação com atividades militares, o Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, nunca foi uma prisão.

O conjunto é formado por 13 ilhas, ilhotas e lajes rochosas. Entre elas, destacam-se a Ilha de Alcatrazes (a maior, com cerca de 2,5 km de extensão), a Ilha da Sapata e a Ilha do Farol. Mas a história desse arquipélago começou muito antes de ele se tornar um conjunto de ilhas.

Vista aérea da Ilha da Sapata no Arquipélago de Alcatrazes.
Ilha da Sapata e, ao fundo, a Ilha de Alcatrazes

Pode parecer difícil de imaginar, mas Alcatrazes não foi sempre um arquipélago. Antes da última Era do Gelo, onde hoje existe mar aberto, antes era uma continuidade da Mata Atlântica, ligando Alcatrazes ao continente. Ou seja, era tudo mato, literalmente! Com o fim da Era Glacial, o derretimento das geleiras elevou o nível do mar, fazendo com que a região ficasse ilhada, e assim criou-se o Arquipélago de Alcatrazes.

A separação do continente fez com que as espécies que ficaram ilhadas evoluíssem de forma independente, favorecendo o surgimento de espécies endêmicas, como a rã-de-alcatrazes, a perereca-de-alcatrazes, a jararaca-de-alcatrazes, e uma espécie de bromélia. Mais recentemente, em 2024, pesquisadores também descobriram uma espécie de begônia, também endêmica de Alcatrazes, que não era registrada desde a década de 1920 e era considerada localmente extinta. 

Por causa disso, Alcatrazes costuma ser comparado às Ilhas Galápagos. Há quem diga, inclusive, que, se Darwin tivesse chegado primeiro a Alcatrazes, poderia ter desenvolvido ali a sua Teoria da Evolução da mesma forma.

🤿💦 VOCÊ SABIA? O nome “Alcatrazes” vem do árabe e significa “mergulhador”. A origem está na enorme concentração de atobás que vivem na região. Essas aves, também conhecidas como alcatrazes, mergulham em alta velocidade para capturar os peixes, um comportamento que acabou dando nome ao arquipélago.

Toda essa história ajuda a explicar por que mergulhar em Alcatrazes é tão diferente. O longo isolamento geográfico e as décadas de proteção permitiram que o arquipélago se tornasse um verdadeiro refúgio para a vida marinha, algo que fica evidente assim que entramos na água. 

A criação do Refúgio de Vida Silvestre de Alcatrazes

Vista aérea da face sul da Ilha de Alcatrazes.
Face Sul da Ilha de Alcatrazes, com seus costões rochosos e a vegetação preservada da Unidade de Conservação.

Na década de 80, por ser uma região relativamente isolada e longe da presença humana, Alcatrazes passou a ser utilizada pela Marinha do Brasil para treinamento de tiro de canhão. Apesar dos impactos causados à biodiversidade local, essa prática continuou acontecendo até 2016, quando foi criado o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, por iniciativa do ICMBio.

Até então, o acesso ao arquipélago era restrito e não havia visitação pública. No fim de 2018, após dois anos do trabalho de recuperação e conservação conduzidos pelo ICMBio, o Refúgio foi finalmente aberto ao turismo, mas de forma bastante controlada. 

Ainda hoje não é permitido desembarcar nas ilhas, a não ser para fins de pesquisa. Em compensação, atividades como mergulho autônomo, flutuação (snorkel) e visita embarcada são autorizadas e incentivadas justamente para aproximar o público da importância de preservar esse patrimônio natural.

Cardume de peixes entre formações rochosas durante mergulho em Alcatrazes.
Alcatrazes tem um dos ambientes marinhos mais preservados do litoral de São Paulo.

Hoje, o Refúgio de Vida Silvestre protege uma área de quase 70 mil hectares. Esse longo período com acesso restrito permitiu que os ecossistemas se recuperassem e se desenvolvessem com muito menos impacto do que em outras regiões do litoral paulista. 

O resultado aparece nos números: hoje Alcatrazes abriga mais de 1.300 espécies registradas de fauna e flora, serve como área de alimentação, descanso e reprodução para mais de 10 mil aves marinhas, possui o maior ninhal de fragatas do Atlântico Sul e uma das maiores concentrações de peixes do Sudeste brasileiro. 

A enorme biodiversidade que encontramos hoje debaixo d’água é resultado direto de décadas de conservação e de um modelo de visitação que prioriza a preservação do arquipélago.

Características do mergulho em Alcatrazes

Uma das primeiras coisas que chamam a atenção ao mergulhar em Alcatrazes é a diversidade de vida marinha. Não é raro encontrar grandes cardumes, tartarugas, raias, garoupas, moreias e muitos outros animais marinhos em um único mergulho.

Em ocasiões mais raras, também há registros de peixe-lua (Mola mola) e até tubarão-martelo na região, mas dificilmente vistos durante um mergulho scuba. A maioria desses avistamentos ocorreram na superfície ou durante um mergulho livre.

Além disso, o arquipélago também é área de ocorrência de baleias e golfinhos, que podem ser avistados durante a navegação em determinadas épocas do ano, além de outros animais de passagem que já foram avistados na região, como orcas, raia-chita e raia manta.

Mergulhador com tartaruga-marinha durante mergulho em Alcatrazes.
Rafa com tartaruga em um mergulho lindo que fizemos em Alcatrazes.

Com relação à visibilidade, ela varia bastante, e é difícil prever com antecedência. Por estar relativamente distante da costa, a região está suscetível à presença de outras correntes. Já saímos do píer imaginando um mergulho com excelente visibilidade e não enxergamos mais de 3 metros para frente. Mas o contrário também acontece: a previsão não era animadora, e fomos surpreendidos por mais de 20 metros de visibilidade.

Um fenômeno relativamente comum em Alcatrazes é a termoclina, uma mudança brusca de temperatura conforme a profundidade aumenta. A temperatura média da água fica em torno de 22℃, mas já pegamos termoclina aos 4 metros de profundidade: acima dessa camada, a temperatura estava entre 21℃ e 22℃, e abaixo dos 4m, caía para 15℃. 

A vantagem da termoclina é que a vida marinha fica toda acumulada na faixa mais quente, então acaba sendo um mergulho mais raso, mas cheio de vida. Mas também já pegamos termoclina abaixo dos 10m, o que deixa o mergulho bem mais confortável, considerando que a maioria dos mergulhos recreativos em Alcatrazes acontece por volta dos 8m de profundidade.

🤿 RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MERGULHO EM ALCATRAZES:

  • Nível: iniciantes e avançados
  • Profundidade média: 10m a 12m
  • Visibilidade média: cerca de 10m
  • Temperatura média: 22℃
  • Navegação: de 1h30 a 3h o trecho, dependendo das condições do mar

Como funciona o mergulho em Alcatrazes

Embarcação Capitão Ximango utilizada nas saídas para Alcatrazes.

Como Alcatrazes faz parte de uma unidade de conservação federal, toda a visitação é controlada pelo ICMBio e só pode ser realizada por empresas e condutores autorizados. Atualmente, uma das principais operadoras autorizadas a realizar saídas para Alcatrazes é a Rosa do Mar, responsável por boa parte das operações de mergulho na região, em conjunto com a embarcação Capitão Ximango.

As saídas normalmente acontecem a partir de São Sebastião ou Ilhabela. Dependendo da embarcação e das condições do mar, a navegação até o arquipélago leva entre 1h30 e 3h. No total, o passeio dura cerca de 7 a 10 horas, considerando 4 horas de permanência no Refúgio e de 3 a 6 horas de deslocamento (ida e volta).

Ao chegar na área de mergulho, a embarcação se posiciona nos pontos autorizados para a atividade. Os locais exatos variam conforme as condições do dia, como vento, correnteza e visibilidade, e são definidos pela equipe responsável pela operação. 

Por se tratar de uma área protegida, existem regras específicas para a visitação e para a realização dos mergulhos:

  • não tocar nos corais nem no fundo;
  • não alimentar os animais;
  • não recolher conchas, pedras ou qualquer organismo;
  • não utilizar bastão de selfie;
  • utilize apenas protetor solar seguro para os corais e para a vida marinha e procure evitar aplicá-lo poucos minutos antes do mergulho. Nossa dica é passar o protetor ainda durante a navegação até Alcatrazes. Assim, o produto tem tempo para fixar na pele e diminui a quantidade de resíduos que podem acabar indo para o mar. 

Essas medidas ajudam a minimizar os impactos ambientais e garantir a conservação do arquipélago.

Pontos de mergulho em Alcatrazes

Atualmente existem 10 pontos de mergulho autorizados dentro do Refúgio de Alcatrazes. No entanto, nem todos são utilizados com frequência. A escolha do local depende das condições do mar, como vento, correnteza, visibilidade e segurança da operação.

Veja a localização de cada ponto no mapa abaixo, e uma breve descrição dos principais logo abaixo:

Jardim de Corais – é o ponto de mergulho mais clássico de Alcatrazes. Por reunir boa profundidade, rica biodiversidade e condições geralmente mais tranquilas, costuma ser um dos mais escolhidos para mergulhos recreativos. Como o nome já diz, é onde podemos encontrar a maior formação de corais. Destaca-se a grande quantidade de corais-cérebro e rica biodiversidade recifal, sendo um ótimo ponto também para a prática de fotografia subaquática.

Geladeira – apesar do nome, esse não é um ponto de temperatura mais fria. “Geladeira” refere-se à forma retangular de uma pedra vista da superfície, que lembra o eletrodoméstico. Com relação às características, aqui você encontra costões rochosos cobertos por algas, corais, grandes cardumes, peixes recifais, tartarugas e invertebrados. 

Matacões – é o ponto preferido do Rafa. Grandes blocos rochosos formam pequenas passagens e “caverninhas”, que deixam o mergulho mais divertido. Essas formações também servem de abrigo para diferentes espécies, como moreias, garoupas e meros.

Saco do Funil – uma enseada mais abrigada, oferece uma bela vista das formações rochosas de Alcatrazes e impressiona mesmo quem não entra na água. É um ótimo ponto para a prática de snorkeling. 

Ilha do Farol – um dos pontos mais ricos em biodiversidade de Alcatrazes, costuma proporcionar encontros com grandes cardumes de peixe-enxada, uma das espécies mais emblemáticas da região (eu AMO quando encontramos esses cardumes, é uma das cenas subaquáticas mais bonitas que já vimos). Como está mais distante da ilha principal, a presença forte de correnteza faz com que nem sempre seja possível mergulhar ali.

Tubarão – recebe esse nome por ser um dos locais onde há maior chance de avistar tubarões, embora esses encontros não sejam garantidos. É o ponto com maior profundidade, chegando a 70 metros, e não costuma ser muito utilizado para o mergulho recreativo.

Cardume de peixe-enxada durante mergulho na Ilha do Farol, em Alcatrazes.
Cardume de peixe-enxada que vimos quando mergulhamos na Ilha do Farol.

Quem pode mergulhar em Alcatrazes?

O mergulho em Alcatrazes costuma ser bastante tranquilo. A profundidade média gira em torno de 10 metros e normalmente não há correntes fortes, tornando a experiência acessível para mergulhadores de diferentes níveis de certificação. 

Além disso, quem não é certificado ou mesmo quem nunca mergulhou também pode ter a primeira experiência fazendo o Mergulho de Batismo em Alcatrazes. Nesse caso, o mergulhador será supervisionado por um instrutor e acompanhado durante todo o mergulho.

Além do mergulho autônomo (scuba), o Refúgio também permite outras atividades, como flutuação (snorkel) e visitas embarcadas para observação de aves e da paisagem do arquipélago.

Mergulhadora em Alcatrazes
Encapuzada por causa do frio, mas muito feliz de estar mergulhando nesse lugar!

Como foi nossa experiência mergulhando em Alcatrazes

Desde que nos mudamos para São Sebastião, em 2021, já tivemos a oportunidade de mergulhar em Alcatrazes diversas vezes. Cada saída foi diferente, mas todas tiveram algo em comum: a enorme concentração de vida marinha e a sensação de estar em um lugar realmente preservado. Em 2022, o Rafa também se tornou Condutor do ICMBio e, como Divemaster, passou a acompanhar grupos de mergulhadores durante as visitas ao arquipélago.

Ao longo dos anos, já mergulhamos em Alcatrazes com diferentes embarcações e operadoras. Hoje, a maior parte das nossas saídas acontece com a Rosa do Mar, a bordo do Capitão Ximango. 

O Capitão Ximango é um trawler adaptado para operações de mergulho, com bastante espaço para equipamentos, banheiro e um deck superior perfeito para aproveitar a navegação — se o vento não estiver muito forte. Como a viagem pode durar cerca de três horas, esse conforto faz bastante diferença. O serviço de bordo inclui café da manhã e almoço completo, além de água, suco e refrigerante à vontade durante todo o passeio.

Ao nos aproximarmos do arquipélago, já ficou claro que estávamos diante de um lugar especial. A formação da ilha principal, com rochas e paredões que chegam a 316 metros de altura, é impressionante. As fragatas sobrevoando ao redor, com seus 2 metros de envergadura, completam o cenário e só falta a trilha sonora para você se sentir dentro do filme Jurassic Park.

Mergulhadora com fragatas no Arquipélago de Alcatrazes.
Ao final do mergulho, a gente segue encantado com a paisagem na superfície.

Após os grupos serem definidos e o briefing do mergulho, já aconteceu de cairmos na água e darmos de cara com uma raia-borboleta descansando na areia, uma tartaruga que vinha respirar na superfície ou mesmo uma dupla de peixe-enxada passando bem à nossa frente.

Ao longo dos mergulhos, já encontramos moreias escondidas entre as pedras, grandes garoupas que se escondiam rapidamente ao perceber a movimentação dos mergulhadores, meros, peixes-frade e cardumes que nos envolvem por completo. É um mergulho realmente muito bonito e muito rico. 

Mesmo depois de várias visitas, ainda saímos da água surpresos e encantados com a quantidade de vida que encontramos.

Espécies marinhas encontradas durante mergulho em Alcatrazes.
Alguns registros que já fizemos nos nossos mergulhos em Alcatrazes: raia-borboleta, budião, tartaruga verde e peixe-frade.

Qual é a melhor época para mergulhar em Alcatrazes?

O mergulho em Alcatrazes pode ser realizado praticamente o ano inteiro, mas as condições do mar variam bastante de um período para o outro.

Geralmente, o verão e o outono (de novembro a maio) são consideradas as melhores épocas para mergulhar em Alcatrazes. Apesar disso, já fizemos mergulhos incríveis em julho e agosto, com mar calmo e excelente visibilidade. Por isso, não dá para descartar o inverno, além da maior possibilidade de avistar baleias jubarte no caminho nessa época do ano.

Como o arquipélago fica distante da costa, as condições do mar mudam rapidamente e são difíceis de prever com muita antecedência. Por isso, mais importante do que escolher uma estação do ano é acompanhar a previsão do mar e confirmar as condições da saída diretamente com a operadora.

Tatá e Rafa durante mergulho em Alcatrazes.

Quanto custa mergulhar em Alcatrazes

Atualmente, o mergulho em Alcatrazes custa cerca de R$ 1.000 por pessoa, podendo variar conforme a operadora e o tipo de embarcação. 

O valor normalmente inclui o embarque em São Sebastião ou Ilhabela, a navegação até o arquipélago, dois mergulhos, cilindro e lastro, refeições durante o passeio e o apoio da equipe de mergulho. Caso você não tenha equipamento próprio, também é possível alugá-lo separadamente com a operadora.

À primeira vista, o valor pode parecer alto. Mas, quando colocamos na conta a longa navegação, a estrutura da embarcação, as refeições, o suporte da equipe e o controle rigoroso de acesso ao arquipélago, faz sentido que o passeio tenha um custo mais elevado.

Operação de mergulho em Alcatrazes com a Rosa do Mar, a bordo do Capitão Ximango.
Fim de um dia de mergulho em Alcatrazes, com a Rosa do Mar no Capitão Ximango.

Na nossa opinião, é um investimento que vale a pena para quem deseja conhecer um dos ambientes marinhos mais preservados do Brasil. É um valor compatível com a experiência.

Como valores e condições podem mudar ao longo do ano, recomendamos consultar diretamente a Rosa do Mar antes de planejar a viagem. 

Onde se hospedar para mergulhar em Alcatrazes?

Como as saídas para Alcatrazes começam cedo, recomendamos chegar à cidade no dia anterior para evitar imprevistos, aproveitar o passeio com mais tranquilidade e escolher uma hospedagem próxima ao local de embarque. 

Se você optar por ficar em São Sebastião, recomendamos escolher uma hospedagem próxima ao Centro ou ao bairro de São Francisco, facilitando o deslocamento até o píer de embarque nas primeiras horas da manhã. Entre as opções bem avaliadas e com ótimo custo-benefício estão:

Se você estiver em um grupo maior, pode optar por alugar essa casa com 4 quartos e ótimo preço, a apenas 10min de carro do píer de embarque para Alcatrazes.

Nascer do sol no Pier do bairro São Francisco, em São Sebastião, antes do embarque para mergulhar em Alcatrazes.
Embarque às 6h da manhã para o mergulho em Alcatrazes no Píer dos Pescadores, no bairro de São Francisco, em São Sebastião.

Se preferir se hospedar em Ilhabela, a região do Perequê costuma ser a melhor escolha por reunir boa infraestrutura, restaurantes e acesso rápido às marinas, mercados e outros serviços. Algumas sugestões de hospedagem próximo à região do Perequê, em Ilhabela, bem avaliadas e bom custo-benefício são:

Dicas para quem vai mergulhar em Alcatrazes

Antes de embarcar para Alcatrazes, vale a pena se preparar para aproveitar melhor o passeio:

  • Leve remédio para enjoo, caso tenha sensibilidade. A navegação é longa, acontece em mar aberto e pode ficar bastante balançada em alguns dias.
  • Leve um corta-vento ou agasalho. Mesmo quando faz calor, o vento durante a navegação pode deixar a sensação térmica baixa, principalmente na volta.
  • Separe uma toalha e uma troca de roupa. Como o deslocamento é longo, vestir uma roupa seca depois do mergulho deixa o restante do passeio muito mais confortável.
  • Reserve sua vaga com antecedência. As saídas dependem das condições do mar e o número de vagas costuma ser limitado.
  • Respeite as regras do Refúgio. Evite tocar nos corais ou nos animais e siga sempre as orientações da equipe. A preservação de Alcatrazes depende do comportamento de todos os visitantes.
  • Não vá esperando apenas um mergulho. A navegação até o arquipélago, a paisagem e a observação das aves fazem parte da experiência. 

Vale a pena mergulhar em Alcatrazes?

Na nossa opinião, vale muito a pena. 

Alcatrazes ocupa um lugar especial na nossa história. Desde que nos mudamos para São Sebastião, já mergulhamos no arquipélago diversas vezes e continuamos nos surpreendendo a cada visita. Poucos destinos no litoral brasileiro conseguem reunir tanta vida marinha, um ambiente tão preservado e um acesso relativamente fácil.

Tatá e Rafa após mergulho em Alcatrazes.
Sorriso sincero e coração preenchido após um mergulho incrível em Alcatrazes.

Se você gosta de observar a natureza debaixo d’água e procura uma experiência diferente dos mergulhos mais tradicionais do litoral paulista, mergulhar em Alcatrazes merece entrar na sua lista. Talvez não seja a água mais cristalina do Brasil, mas a biodiversidade encontrada por lá compensa qualquer expectativa.

Para nós, é uma das experiências de mergulho mais interessantes que temos no estado de São Paulo. Mesmo para quem não pretende mergulhar, costumamos dizer que a visita já vale pela aproximação do arquipélago, com seus paredões impressionantes, fragatas e atobás sobrevoando a embarcação.

É um daqueles lugares que mostram como a conservação faz diferença. Quanto mais conhecemos Alcatrazes, mais entendemos o privilégio que é poder visitar um lugar como esse.

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