Mergulho no Molokini: como é mergulhar na cratera de um vulcão no Havaí
O Havaí é uma das regiões com maior atividade vulcânica do planeta. As ilhas do arquipélago surgiram a partir das erupções dos vulcões que lentamente emergiram do fundo do mar, ao longo de um processo de milhares de anos.
O Molokini é um desses vulcões. Ele entrou em erupção há cerca de 230 mil anos e é considerado um dos 7 vulcões responsáveis pela formação da ilha de Maui, ainda na Era Cenozóica.
Hoje, o vulcão está quase todo submerso. O que vemos na superfície é apenas uma parte da borda da cratera, que tem o formato de meia-lua, uma das paisagens naturais mais impressionantes do Havaí.

Mergulhar no Molokini é uma das principais atrações de Maui, e nós vivemos essa experiência com a Mike Severns Diving. Vamos contar em detalhes como foi a operação, e como é mergulhar na cratera de um vulcão.
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Como é mergulhar na cratera do Molokini
A saída para o mergulho é na Kihei Boat Ramp, que fica no sul da ilha de Maui, e acontece bem cedo, porque de manhã o vento ainda está mais calmo, o que garante uma navegação mais tranquila, e um mergulho mais agradável também.
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Encontramos então o pessoal da Mike Severns Diving às 6h no local marcado e, em apenas 15 minutos de barco, já estávamos cara a cara com o Molokini. A equipe oferece jaquetas corta-vento que ajudam a proteger do frio durante o trajeto (Tatá friorenta aqui agradece! rs).
Antes de entrar na água, o briefing da equipe foi bem legal, falando sobre todo tipo de vida que seria possível encontrar no mergulho. Estamos falando de uma reserva marinha protegida, que abriga mais de 250 espécies de peixes, e onde é comum também serem vistos pelágicos como raias mantas e tubarões baleia, além de várias espécies de peixes endêmicas do Molokini.
Visibilidade impressionante e corais por todos os lados
Já estávamos com a expectativa a mil quando caímos na água. Foi um mergulho bem tranquilo, com uma visibilidade acima de 20m, e tanto coral que mais parecia um tapete cobrindo todo o fundo do mar.

Uma das grandes vantagens de mergulhar no Molokini é justamente o formato da cratera: ela funciona como uma barreira natural contra ventos e correntes mais fortes, o que ajuda a preservar a transparência da água, proporcionando um ambiente incrível para o mergulho.
Descemos até cerca de 18 metros, e logo avistamos várias enguias-de-jardim (Garden Eels), animais que vivem em colônias dentro de buracos na areia. Parece um jardim de minhoquinhas, mas elas se escondem rapidamente quando alguém se aproxima, impossibilitando um registro em fotos. Mas no vídeo que postamos acima dá pra ter uma ideia de como elas são.
Infelizmente não vimos nenhuma raia manta nem tubarões baleia (eles são realmente difíceis de encontrar), mas a sensação de estar mergulhando dentro da cratera de um vulcão submerso já tornava tudo ainda mais fascinante.
Segundo mergulho: naufrágio de St. Anthony
O segundo mergulho do dia foi no naufrágio de St. Anthony, afundado propositalmente em 1997 para incentivar a formação de coral e vida marinha no sul de Maui.
O barco foi, na verdade, a última incorporação ao recife artificial que já existia na região, formado por pneus de carro, organizados em filas e fixados em estruturas de concreto, evitando a sua dispersão no oceano, e formando mini túneis que servem de abrigo para diversas espécies marinhas.

Atualmente, o local abriga mais de 60 espécies de peixes, além de tartarugas que praticamente moram no barco, e o pessoal da Mike Severns Diving sabe exatamente onde encontrá-las.
Logo no início do mergulho, vimos um tubarão-de-recife (Whitetip Reef Shark) circulando entre os túneis de pneus, além de várias moreias escondidas nas estruturas.
A polêmica do “recife de pneus”
A existência desse recife artifical levanta uma questão importante: a borracha dos pneus poderia liberar substâncias nocivas ao ambiente marinho?
Essa dúvida surgiu quando publicamos fotos desse mergulho no nosso Instagram, e então fomos pesquisar mais a respeito, mas não acabamos encontrando muita informação nesse sentido.

Encontramos relatos sobre algumas tentativas desastrosas de formação de recifes de pneus, como o caso da Flórida na década de 1970, em que nunca se observou formação de corais, e os pneus eventualmente se desprenderam e ficaram flutuando no oceano, virando um lixo difícil de ser controlado ou revertido.
No entanto, no caso do sul de Maui, vemos que corais já começaram a se formar em volta dos pneus, e há muita vida marinha utilizando o local como abrigo. Isso nos leva a pensar que talvez essa iniciativa tenha sido bem sucedida em sua missão.
Vale lembrar que esse recife foi criado entre 1985 e 1991, numa época com menos estudos sobre impactos ambientais. Além disso, por mais que a combinação pneu + ambiente marinho não seja a mais saudável que existe, qualquer movimento para remover os pneus do local hoje, poderia causar mais danos ao ecossistema já estabelecido, do que simplesmente deixá-los onde estão.
Por isso, acreditamos que iniciativas futuras de implantação de recifes artificiais devem ser cuidadosamente estudadas, levando em consideração o tipo de material utilizado e seus impactos a curto, médio e longo prazos. A vida marinha e os oceanos agradecem!

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Vale a pena mergulhar no Molokini?
Se você está pesquisando onde mergulhar em Maui, pode colocar o Molokini na sua lista. A combinação de excelente visibilidade, grande diversidade de vida marinha e a experiência única de mergulhar dentro da cratera de um vulcão fazem deste passeio um dos mais especiais do Havaí.
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Nossos mergulhos na ilha de Maui foram uma parceria com a Mike Severns Diving. Agradecemos o apoio, e ressaltamos que, independente disso, o conteúdo deste post reflete nossas opiniões pessoais, sinceras e baseadas na nossa experiência.
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