Os Cenotes de Tulum

22.08.2015

Quando decidimos que iríamos passar cerca de 3 meses em Cozumel, pensamos que também poderíamos aproveitar esse tempo para visitar um pouco a região aqui em volta, e tinha duas cidades que queríamos muito conhecer: Cancún e Tulum. Já falamos sobre a nossa ida a Cancún nesse post, e agora vamos contar como foi a viagem até Tulum e o que fizemos por lá.

 

Tulum fica a cerca de 130km ao sul de Cancún.

 

Tulum pertence à Península de Yucatán, faz parte da região conhecida como Riviera Maia e fica mais ou menos 130km ao sul de Cancún. Para ir até lá saindo de Cozumel, pegamos o ferry que faz a travessia até Playa del Carmen (MX$135 por pessoa, cerca de R$30) e, de Playa, caminhamos cerca de 5min até o terminal da ADO, a empresa de ônibus mais conhecida aqui no México, para comprar nossas passagens.

 

São duas opções de destino: Tulum (centro) e Tulum (Zono Arqueológica). Se você estiver indo especificamente para conhecer as ruínas maias, vale a pena pegar o destino para a Zona Arqueológica, que deixa bem na frente da entrada do parque. Mas, se você estiver hospedado na cidade (como era o nosso caso), compensa pegar o ônibus que deixa no terminal do centro mesmo. Nós pagamos MX$38 (cerca de R$9) a passagem por pessoa, mas demos sorte de conseguir esse valor, o preço normal é de MX$62!

 

Acontece que, se baixar o app de celular da ADO, você pode conseguir comprar passagens com desconto de até 50%. Nós não compramos pelo app, porque não tínhamos certeza ainda do horário que iríamos, e também porque só tinha 1 passagem disponível para compra com desconto pelo app. Resolvemos arriscar, e acabamos conseguindo as 2 passagens com desconto. Não sabemos ao certo como conseguimos esse valor, talvez pelo horário… Tá certo que o ônibus era menor e menos confortável que os ônibus “normais” da ADO, mas pelo preço, valeu muito a pena!

 

O trajeto leva cerca de 1h e a rodoviária em Tulum fica a 1km do hotel onde ficaríamos hospedados. Como o ônibus em seu trajeto passava próximo ao hotel antes, e ainda estávamos super carregados com equipamento de mergulho e afins, pedimos para o motorista nos deixar em um ponto mais próximo, e tivemos que caminhar só 600m.

 

Nós ficamos hospedados no Hotel Xibalba, que também é um Dive Center, e um dos mais conhecidos para explorar os Cenotes da região. Entramos em contato com o Robbie Schmittner, o dono do hotel, e ele nos convidou para ficar lá e mergulhar com eles.

 

Xibalba Hotel e Dive Center em Tulum.

 

O hotel é bem confortável e facilita muito a vida dos mergulhadores que visitam Tulum, com uma salinha só para guardar o equipamento de mergulho, e uma estação de recarga de cilindro  exclusiva. Sem falar na piscina no fundo do hotel, para relaxar depois de um dia de mergulho.

 

Hotel Xibalba, onde ficamos em Tulum – México.

 

Se você pretende visitar Tulum, vale a pena ficar de olho no site e na página do Facebook deles, que sempre tem algumas promoções interessantes. Esse mês, por exemplo, quem fechasse os pacotes de mergulho ou o curso de caverna com eles ganhava a hospedagem gratuita no hotel! 😉

 

Chegamos na sexta à noite e combinamos de ir mergulhar no sábado de manhã. O primeiro lugar que o Robbie nos levou foi o Grand Cenote, um dos cenotes mais populares da Riviera Maia, que fica a uns 4km do hotel, na estrada que leva à cidade de Cobá. Com colunas enormes e cheio de estalactites e estalagmites, o visual desse lugar é animal!

 

Grand Cenote – Tulum, México.

 

O cenote fica em uma propriedade particular e, para entrar, tem que pagar uma taxa de MX$200 (R$44) por pessoa. É uma taxa alta, mas o lugar oferece uma estrutura até que legal também. Foi uma das melhores experiências subaquáticas que nós já tivemos. A água doce do cenote é tão cristalina que muitas vezes perdemos a percepção de estarmos sob a água e a sensação é de que estamos voando dentro de uma caverna.

Como (ainda) não temos o curso de mergulho em caverna, só pudemos fazer o que eles chamam de “Cavern“, que permite acesso somente nas áreas atingidas pela luz do sol. Para se aventurar mais pelo interior da caverna, o chamado “Full Cave“, só é permitido com a certificação, por uma série de procedimentos e técnicas que o mergulhador precisa aprender.

 

Depois do Grand Cenote, fomos para o Cenote Calavera, onde também se é cobrada a mesma taxa de MX$ 200, mas aqui a estrutura não compensa o valor. Mas debaixo da água foi incrível. Pra entrar na água, você deve se jogar de uma altura de quase 3m com o equipamento! O interior do cenote é recompensador: vimos estruturas que pareciam verdadeiras obras de arte moderna, que a água esculpiu ao longo dos anos.

 

Cenote Calavera – estrutura corroída por água salgada. – Tulum, México

 

Outra coisa muito legal do Calavera é que nele se misturam água doce e água salgada, provocando uma visão meio embaçada, como dá pra perceber na parte superior da foto acima. Esse fenômeno se chama haloclina, que acontece devido às diferentes propriedades de refração da luz, fica parecido com óleo na água. Mas esse efeito só é provocado quando se passa na divisão entre as duas águas, a maior parte do tempo você se encontra em meio a águas extremamente cristalinas (doce ou salgada).

 

Fenômeno da haloclina – Cenote Calavera, Tulum – México

Aliás, a visibilidade desses cenotes, essa é uma característica que você raramente vai encontrar em um mergulho no mar aberto, é de mais de 100m! É surreal!

 

Enfim, nosso primeiro dia em Tulum não podia ter sido melhor. No dia seguinte, nossos planos eram de conhecer a Zona Arqueológica e curtir uma praia, que tem fama de ser uma das mais belas da Riviera Maia. Mas nem tudo saiu como planejamos… No próximo post a gente explica o porquê!

 

Até lá!

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