06/09/2021 | atualizado em 07/09/2023
O roteiro da nossa Volta ao Mundo começou na Califórnia, no dia 7 de novembro de 2017. A intenção era ficar pelo menos 1 ano viajando, e passar por todos os continentes. Logo no início, decidimos fazer um trajeto no sentido leste-oeste (assim, sempre ganharíamos cerca de 1 hora no deslocamento entre os países).
Um pouco antes da viagem, compartilhamos aqui o roteiro que pretendíamos seguir nessa volta ao mundo: 29 países em 12 meses:
Entretanto, esse tempo de 12 meses não era super engessado. Poderíamos ficar a mais, ou a menos, dependendo de quanto o nosso dinheiro durasse. Calculamos essa média de 1 ano com base no valor total que tínhamos juntado até então.
📝 Nesse post a gente conta sobre o nosso planejamento financeiro e quanto de fato gastamos ao final da viagem.
No final, nossa viagem durou 360 dias e visitamos “apenas” 12 países. Esse é o mapa com os destinos que de fato visitamos ao final da viagem:
Uma bela diferença, né?! hahah. A quantidade de países que visitamos caiu mais da metade, mas, por outro lado, acabamos passando quase 3 meses só na Austrália.
A ideia desse post é justamente contar sobre essas mudanças na quantidade de países, nos destinos e no nosso roteiro. E também falar um pouco sobre o que nos influenciou para tomar essas decisões ao longo da viagem.
Vamos lá?!
Antes de mais nada, é legal saber que não compramos todas as passagens de uma vez só. E essa é a principal dica que podemos dar, se você também estiver planejando uma viagem de longa duração: tenha um planejamento flexível.
📝 Já fizemos um post sobre como compramos as passagens da volta ao mundo, se você quiser mais detalhes, vale dar uma olhada!
Isso porque muita coisa pode acontecer no meio do caminho. Já pensou ter que abrir mão de um passeio incrível porque já tem a passagem de saída comprada? Ou ter que ficar vários dias em um lugar que você não curtiu muito, só porque já pagou o hotel? Essas coisas são possíveis de se evitar com flexibilidade.
“Mas não precisa ter a passagem de saída comprada para poder embarcar em alguns lugares?” – Teoricamente, precisa! Na prática, não é sempre que vão te pedir esse comprovante de saída do destino para poder embarcar.
No nosso caso, durante toda a volta ao mundo, só nos cobraram essa passagem uma única vez. Estávamos no aeroporto de Kuala Lumpur (Malásia), a caminho da Índia. Quem exigia a passagem era a Índia, e só foram nos pedir quando já estávamos na sala de embarque. Por acaso, nós tínhamos a passagem!
Mas, se não tivéssemos (como foi o caso de um casal que estava no mesmo vôo que o nosso), existem algumas opções: fazer uma reserva com cancelamento em até 24 horas, ou mesmo comprar alguma opção mais barata, para um país vizinho, por exemplo. Pode, inclusive, ser uma passagem de ônibus, ou trem.
Vamos analisar com detalhe o roteiro que fizemos, comparando o planejamento com o percurso final. Para facilitar, vamos dividir em 4 etapas, agrupando os destinos mais próximos.
Saímos do Brasil com as passagens compradas até a nossa chegada na Austrália.
Iniciamos a jornada na Califórnia (Oceanside, Los Angeles, Santa Barbara e San Diego), seguindo para o Hawaii (Maui, Big Island e Oahu). Saímos em novembro, e chegamos na Austrália no final de dezembro.
📝 Veja como fizemos Stop Over e incluímos o Hawaii no nosso roteiro sem pagar a mais pela passagem da Califórnia até a Austrália
Logo no início, já sentimos como foi ruim já ter tantos voos marcados! Essa primeira parte da viagem foi muito corrida (foi quase 1 destino por semana), e, como ainda tínhamos algumas coisas para resolver (comprar equipamentos de foto e de mergulho), acabamos não conseguindo aproveitar todos destinos como gostaríamos.
Por outro lado, Califórnia e Hawaii são os estados mais caros dos EUA. Então ficar pouco tempo acabou ajudando a não estourar o nosso orçamento logo de cara.
Chegamos em Cairns, na Austrália, onde ficamos 15 dias fazendo housesitting. A escolha da cidade foi um acaso pela disponibilidade do housesitting, e uma feliz coincidência por ser a cidade principal de onde saem os mergulhos para a Grande Barreira de Corais.
Se você não acompanhou outros posts, a nossa volta ao mundo tinha o foco em mergulho! 😉
VOCÊ SABE O QUE É HOUSESITTING?
📝 Veja como ficamos vários dias na Austrália e em Roma sem gastar com a hospedagem.
Pesquisando sobre opções para ir de Cairns até Sydney, descobrimos a possibilidade de fazer uma roadtrip de campervan. Como ainda não tínhamos a passagem de saída comprada, conseguimos organizar essa viagem! Foram 21 dias dirigindo pela costa leste da Austrália, e vivendo uma experiência única de morar na van.
Nesse vídeo a gente mostra como era a campervan por dentro:
A Nova Zelândia, que estava no nosso roteiro inicial, fica bem próxima de Sydney. Mas, como ainda queríamos ir para Perth, no outro lado da Austrália, para visitar um amigo do Rafa, e como já precisávamos dar uma equilibrada no orçamento, acabamos desencanando da Nova Zelândia (que também é um país caro), e partimos para Bali.
Depois de quase 3 meses viajando pela Austrália, saímos da terra dos cangurus com as passagens compradas para os próximos 3 destinos: Indonésia, Tailândia e Malásia.
Isso porque descobrimos uma forma de economizar com as passagens aéreas na Ásia: através do Air Asia Asean Pass. Compramos um pacote de pontos que fez com que cada vôo saísse por menos de R$100. Vamos falar com mais detalhes sobre isso em outro post.
Mas dessa vez planejamos um tempo suficiente em cada lugar (nem muito, nem pouco), para não nos arrependermos de já ter as passagens marcadas.
Ficamos 17 dias na Indonésia, e só conhecemos Bali, mas exploramos muito bem a região (Ubud, Tulamben e Seminyak). Depois, fomos para a Tailândia, onde ficamos 24 dias e viajamos por Bangkok, Chiang Mai e Phi Phi.
Chegamos na Malásia no começo de abril, com 5 meses de viagem. Então, começamos a pensar em cortar alguns países do nosso roteiro, porque começou a bater um leve cansaço, e queríamos continuar aproveitando tudo com calma.
Foi aí que começamos a perceber que preferimos ficar mais tempo em um único lugar, do que conhecer mais lugares em menos tempo. Poder passear sem rumo pela cidade, voltar nos lugares, restaurantes e cafés que mais gostamos e até mesmo descansar e ficar uns dias em casa – no airbnb ou hotel – assistindo Netflix. 🥰
Intercalar dias de turismo com dias mais tranquilos para relaxar fez toda a diferença ao longo da nossa viagem, e nos permitiu recarregar as energias para continuar viajando.
Quando paramos para planejar os próximos passos da viagem, começamos a pensar porque raios não tínhamos incluído as Filipinas no nosso roteiro inicial. Afinal, era uma viagem com foco em mergulho! Mas o destino tinha passado batido por nós, na ansiedade de montar o roteiro inicial.
Como já estávamos carregando nossos equipamentos de mergulho nas costas, decidimos deixar os destinos sem tanto apelo subaquático para uma outra oportunidade. Assim, China, Coréia do Sul, Myanmar e Vietnã acabaram perdendo a batalha para as Filipinas.
Estávamos um pouco cansados dos perrengues de carregar nossos mochilões pelas ilhas e meios de transporte precários da Ásia. Então, para reduzir o perrengue de deslocamento entre ilhas, optamos por ir para uma única ilha nas Filipinas (Cebu), e lá fizemos os mergulhos mais incríveis da viagem!
A Índia não era um sonho do Rafa. Na verdade, ele não fazia nenhuma questão de ir pra lá. Mas eu não abria mão de conhecer o Taj Mahal. (mal sabia eu que a Índia tinha outros planos pra mim…). Ainda na Malásia, planejamos os 15 dias que ficaríamos na Índia, e decidimos que essa seria nossa despedida do continente Asiático.
Aqui a viagem teve uma invertida. No nosso planejamento inicial, iríamos para a África, e depois para a Europa. Mas, ao pesquisar as próximas passagens, vimos que estava muito mais barato ir da Índia para a Turquia do que para a África do Sul.
Então, mudamos os planos dessa vez por uma questão financeira. Seguimos da Ásia para a Europa, e deixamos para encerrar a volta ao mundo na África.
📝 Veja aqui como compramos as passagens da volta ao mundo.
Saímos da Índia no final de maio, e chegamos na Turquia completamente apaixonados.
Já estávamos em um ritmo bem diferente de viagem, e até hoje temos um carinho enorme por Istambul e pelo airbnb que ficamos lá, como se fosse a nossa casa mesmo.
Ficamos 1 mês inteiro na Turquia, e fizemos todos os deslocamentos internos de ônibus. De Istambul fomos para a Capadócia e depois para o litoral, em Kas, de onde saímos de barco para a Grécia.
A escolha das ilhas gregas que visitamos seguiu também a lógica das passagens (e hospedagens) mais baratas. Nosso primeiro destino na Grécia foi Rhodes, pela proximidade com a Turquia. Depois seguimos para Creta e, finalmente, Atenas.
Definir um roteiro pelas ilhas gregas não é tarefa fácil. São muitas opções, e muitos destinos incríveis. Não conhecemos Santorini nem Mykonos, os destinos mais populares, e tudo bem. Fugir um pouco do roteiro turístico tradicional foi o que fez a nossa viagem para a Grécia ainda mais especial.
Vamos escrever ainda um post com dicas para ajudar a definir um roteiro pelas ilhas gregas. Mas por enquanto, posso adiantar que não importa muito quais ilhas você escolher, todas vão ser incríveis. Afinal, é tudo Grécia! 💙🏛
Bom, a essa altura, já tínhamos percebido que não conseguiríamos conhecer todos os países do Leste Europeu que gostaríamos. Até porque, como estávamos priorizando os destinos com atrações subaquáticas, deixamos para explorar melhor essa região em outra oportunidade.
Fizemos aquela pesquisa para identificar as passagens e hospedagens mais baratas saindo de Atenas, e foi assim que acabamos chegando em um lugar que não fazia parte do roteiro inicial por uma questão de orçamento: a Itália!
Conseguimos mais um HouseSitting! Isso ajudou demais nos gastos e no orçamento, e assim que a host confirmou, compramos nossa passagem de Atenas para Roma, onde ficamos 21 dias turistando, descansando e cuidando dessa gatinha linda:
E assim encerramos a etapa Europa da nossa viagem. Foi bem mais curta do que planejamos, mas não foi menos especial.
Em agosto chegamos, finalmente, à última etapa da viagem: o continente africano!
Se você voltar na etapa 3 anterior, vai ver que ainda tinham 2 países do continente africano (Egito e Marrocos) no planejamento inicial da nossa volta ao mundo. Mas aqui foram muitos fatores que influenciaram as mudanças.
Cortamos o Egito por uma questão técnica: estávamos com o drone, e descobrimos que não era permitido entrar com drone no país. Talvez até tivessem algumas exceções, mas preferimos evitar mais esse perrengue e dor de cabeça no aeroporto, e deixamos para conhecer as pirâmides em outra oportunidade.
O Marrocos acabou saindo da lista por uma questão geográfica. Estava mais distante do que os outros destinos – e, consequentemente, a passagem seria bem mais cara.
Começamos a etapa África em um dos lugares mais incríveis que já conhecemos: Zanzibar. O destino de praia que mais amamos conhecer, as paisagens mais lindas que já vimos e o melhor por do sol, sem falar no povo sorridente, simples e acolhedor.
Nós ficamos encantados demais com Zanzibar, e recomendamos a todo mundo que está planejando uma viagem pra esses lados da África.
📷 As fotos que fizemos em Zanzibar são as nossas campeãs de venda no UrbanArts. Se você também quer decorar a sua casa com um quadro desse destino incrível, não deixe de ver a nossa galeria.
Ainda quando estávamos na Itália, planejando os próximos passos da viagem, conseguimos fechar uma parceria incrível com o Four Seasons Serengeti, e vivemos uma experiência memorável no melhor lugar para se fazer um safári na África.
O resultado dessa parceria você pode ver aqui, um vídeo que fizemos para o Four Seasons, sobre os programas de sustentabilidade e de apoio à comunidade local que eles desenvolvem.
Já estávamos em setembro quando saímos da Tanzânia em direção à África do Sul, onde ainda queríamos mergulhar (em Durban) e conhecer Cape Town e Johannesburgo. Pra fazer tudo com a calma que a gente gosta, reservamos 56 dias no país. Durante esse período, mergulhamos com tubarões, visitamos museus e mercados de rua, e fizemos trilhas incríveis com as paisagens lindas da África.
Saímos da África com ainda mais vontade de conhecer outros destinos nesse continente tão pouco explorado por nós, brasileiros. Compramos nossa passagem de volta para o Brasil usando milhas, e encerramos a jornada após 360 dias de muitos mergulhos e muita história pra contar.
E aí?! Deu pra ver como o nosso planejamento inicial mudou bastante do início até o fim, né?
Não nos arrependemos de nenhuma mudança que fizemos, e encerramos a viagem felizes de saber que seguimos nossa intuição e respeitamos nossos limites e vontades.
Se você também está planejando uma viagem de volta ao mundo, vamos deixar aqui algumas dicas rápidas que podem te ajudar a não esquecer de nada, e aproveitar ao máximo essa experiência:
Por último, mas não menos importante:
Se você precisar de ajuda para planejar a sua viagem, se informe sobre nossos serviços de consultoria.
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