Pedindo Carona no Havaí: a história de quando desembarcamos no aeroporto errado de Big Island
Quando definimos que, ao invés de apenas Oahu, iríamos aproveitar nossa passagem pelo Havaí para conhecer um pouco das outras ilhas, tínhamos apenas uma certeza: teríamos que ir para Big Island, para mergulhar com as raias-mantas.
E fomos.
E foi incrível.
Mas antes de contar essa experiência, a nossa chegada em Big Island por si só já merece um post exclusivo. E é sobre isso que vamos contar aqui.

Chegando em Big Island no menor avião que já pegamos
Saímos da ilha de Maui e chegamos em Big Island após um vôo com a Mokulele Airlines, no menor avião que já entramos: eram 8 passageiros, piloto e copiloto. Só.
Compartimento para bagagem de mão? Não tinha. Foi no colo mesmo!
O próprio copiloto foi quem deu as instruções de segurança, já sentado na cabine e se inclinando na cadeira, como quem conversa com um passageiro no banco de trás do carro.
Ficamos um pouco tensos no início, pensando que poderia ter muita turbulência e tal… Mas não tinha mais o que fazer. É isso: bota o cinto e vamos nessa!
Teve turbulência, mas foi mais na hora da decolagem e do pouso. Durante o vôo até que foi tudo bem. E também foi rápido: cerca de 40 minutos depois já estávamos pousando em Big Island.
E foi aí que a aventura começou de verdade.

Presos no aeroporto errado
Existem 3 aeroportos em Big Island: um em Kona, outro em Hilo e outro em Waimea.
Já falamos aqui que Kona e Hilo são as principais cidades da ilha, com melhor estrutura, restaurantes, hospedagem etc. Também comentamos que a nossa sugestão para quem visita Big Island é dividir a estadia entre essas duas cidades, assim você consegue explorar melhor os pontos turísticos sem ter que se deslocar tanto.
Iríamos passar os 2 primeiros dias em Kona. Mas a passagem para o aeroporto de Waimea era consideravelmente mais barata. Adivinha em qual aeroporto desembarcamos? 🤡
Vamos dar uma olhada no mapa para entender melhor a nossa situação:

Além de ser um aeroporto minúsculo, Waimea fica longe de tudo. De TUDO. Não tem transporte público, não tem táxi, e nenhum Uber aceita corrida até lá.
Mas nós sabíamos disso antes de comprar a passagem? Não sabíamos. A gente até tinha visto que esse aeroporto ficava meio longe, mas imaginamos que no mínimo teria a possibilidade de pegar algum táxi, por mais caro que fosse…
Mas não tinha. E o que aconteceu quando desembarcamos? Simplesmente percebemos que não tínhamos como sair do aeroporto.
“Vamos pedir carona pra alguém que estava no mesmo vôo que a gente!”
Tá. Mas… cadê essas pessoas? Todo mundo já tinha ido embora antes mesmo que pudéssemos elaborar melhor essa possibilidade.
Foi a primeira vez na nossa volta ao mundo que nos vimos numa situação do tipo: “E agora?”.
(A segunda vez foi 5 dias mais tarde, quando estávamos saindo de Big Island, também no aeroporto, dessa vez no de Kona. Mas isso é assunto pra outro post.)
A solução: pedir carona!

Não tinha muito o que ser feito. Colocamos as mochilas nas costas e saímos a pé, à procura de algum centrinho ou de uma região um pouco mais movimentada — porque o aeroporto ficava literalmente no meio do nada — para tentar uma carona, um ônibus ou qualquer coisa do tipo.
Foi então que aquele copiloto do voo nos encontrou, em seu carro, a poucos metros do aeroporto.
Ele encostou o carro e perguntou para onde iríamos. Explicamos que nosso destino era Kona, e ele disse que era longe demais, mas que poderia nos deixar em um mini shopping center ali perto, e de lá poderíamos encontrar outra solução.
Agradecemos e aceitamos na hora!
O tal do shopping não era muito longe dali (cerca de 3 km). Depois de dar uma volta procurando alguma alternativa, perguntamos para algumas pessoas sobre formas de chegar até Kona, mas as respostas não eram muito animadoras… principalmente pelo fato de ser um domingo.
As poucas opções que existiam (táxi ou ônibus) já não estavam mais disponíveis naquele horário. O Uber continuava não aceitando corridas para lá.
Então, poucos minutos depois, percebemos que não nos restaria outra opção a não ser fazer jus ao título deste post:
PEDIR CARONA.
Felizmente, não tivemos que esperar muito. Depois de uns 5 minutos acenando para todos os carros que passavam, uma moça maravilhosa parou e disse que estava indo para… Kona!
No vídeo dá pra ver a nossa felicidade e gratidão eterna a ela! <3
Com essa experiência, aprendemos que existem pessoas boas no mundo e que, no fim, tudo dá certo.
(E prometemos para nós mesmos que, da próxima vez que estivermos com um carro e alguém pedir carona na estrada, vamos considerar seriamente parar para ajudar.)
E você? Já teve que pedir carona em alguma viagem? Como foi sua experiência?
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